Dezembro geralmente vem com algumas "pausas", mas eu nunca soube lidar muito bem com elas, minha mente não desliga nem por um minuto haha 😅. O mês acabou se tornando um espaço para experimentação. Decidi dedicar algumas horas para explorar ferramentas de inteligência artificial com um objetivo simples, mas ambicioso: entender como elas funcionam na prática - da ideia ao deploy, mesmo depois de ter testado muitas ferramentas. Não através de tutoriais técnicos ou linhas de código, mas através do fazer, do erro, da curiosidade.

Eu não sou desenvolvedora. Nunca escrevi código. Mas sempre tive uma visão 360º de tecnologia, comportamento e cultura digital. Eu queria entender o modus operandi da IA: como ela "pensa", como ela conversa, onde ela acerta, onde ela se confunde, quais são os reais limites/perigos quando você não tem conhecimento técnico profundo.

O resultado dessa exploração foram três mini-projetos/sites, três sites criados do zero usando apenas ferramentas de IA, Supabase e Vercel, sem escrever uma única linha de código.

Mais do que os sites em si, o valor da experiência foi o processo.

O que a IA revela quando você coloca a mão na massa

Usar IA dessa forma deixa algo muito claro: ela não substitui o pensamento humano, ela o provoca. A ferramenta responde, sugere, executa, mas tudo começa com a pergunta/comando. A clareza do resultado depende diretamente da clareza da intenção, mas também do repertório técnico e criativo (não podemos negar isso).

Ao mesmo tempo, surgem desafios importantes:

  • Traduzir ideias abstratas em comandos que sejam entendidos pela IA
  • Entender limites técnicos sem dominar a técnica
  • Lidar com frustrações quando a ferramenta "entende TUDO errado"
  • Perceber que nem tudo é automático, existe curadoria, escolhas e decisões humanas o tempo todo!!!!

A IA acelera, expande e habilita, mas não elimina o trabalho intelectual. Pelo contrário: ela exige mais discernimento, mais visão crítica e mais responsabilidade criativa.

Mudança de paradigma: quem cria não é apenas quem coda

Talvez o maior aprendizado desde que a IA explodiu foi perceber que estamos vivendo uma mudança profunda: criar tecnologia não é mais exclusivo para quem sabe programar. Curiosidade, repertório, sensibilidade cultural e a habilidade de formular boas perguntas se tornaram ativos AINDA MAIS importantes do que habilidades técnicas.

Isso abre oportunidades enormes:

  • Pessoas não técnicas podem prototipar ideias
  • Projetos ganham vida mais rápido
  • Barreiras de entrada diminuem
  • Experimentação se torna parte do aprendizado

Mas também traz riscos:

  • Soluções rasas sem fundamento ou objetivo claro
  • Dependência excessiva da ferramenta
  • Falta de entendimento crítico sobre o que está sendo construído

No final, não é apenas sobre IA

Foi sobre aprender fazendo, aceitar não saber, testar, errar, ficar irritada confesso, ajustar e seguir em frente. A IA foi o meio, não o fim.

Talvez esse seja o maior convite do momento: menos medo da tecnologia e mais intimidade com ela. Não para dominá-la completamente, mas para dialogar, explorar e entender como ela pode amplificar ideias humanas, não apenas substituí-las.

Esses três sites são projetos pequenos, mas representam algo maior: a prova de que a curiosidade aplicada gera movimento, e que o futuro do trabalho, criação e tecnologia passa menos por especialistas isolados e mais por pessoas dispostas a experimentar 😎

Feliz 2026, pessoal!